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Como melhorar a saúde psicológica de quem passou pelo tratamento do câncer

O acompanhamento psicológico e outras abordagens terapêuticas ajudam a melhorar a qualidade de vida e a evitar os sentimentos negativos após o fim do tratamento1

Como melhorar a saúde psicológica de quem passou pelo tratamento do câncer

O medo de que o câncer volte é comum, principalmente durante o primeiro ano após o tratamento, além disso há também a insegurança quanto as mudanças físicas que podem ocorrer nesse período, como perda de cabelo e alterações no peso.1 Esses fatores fazem com que sentimentos, como a tristeza e até mesmo raiva, possam ser presentes depois do tratamento, podendo levar a questões mais sérias, como a depressão e o transtorno de ansiedade.1,2

A importância de começar ou continuar a terapia psicológica depois do final do tratamento do câncer

Mesmo após o fim do tratamento, alguns dos efeitos psicológicos de quando a pessoa tinha câncer podem persistir por, pelo menos, cinco anos.2 Por isso, as sessões de terapia psicológica são recomendadas para gerar o que é chamado de “crescimento pós-traumático”. Isso ocorre quando a pessoa desenvolve mudanças positivas sobre si própria, sobre as relações pessoais e consegue pensar em novas possibilidades de vida. Esse tipo de terapia também ajuda a evitar e até mesmo tratar alguns transtornos alimentares que a pessoa possa ter desenvolvido no tratamento, como a obsessão alimentar e a anorexia.3,5

Já durante o tratamento do câncer, a terapia psicológica é usada para ajudar a aliviar o estresse e a manter a saúde emocional3,4

Hábitos que ajudam no bem-estar e beneficiam a saúde mental após o tratamento do câncer

Enquanto a psicoterapia ajuda a amenizar o impacto psicológico do câncer, a pessoa que passou pelo tratamento também pode adotar hábitos mais saudáveis que ajudem a manter a saúde e o bem-estar. Entre as mudanças estão:

Praticar exercícios físicos com autorização médica – cerca de 66% de quem termina o tratamento do câncer continua sem praticar exercícios físicos ou não se exercitam com regularidade. O exercício ajuda na diminuição de sensações e sentimentos desagradáveis, como:

  • Medo de recorrência do câncer;
  • Ansiedade;
  • Fadiga;
  • Dor.

E ajuda a contribuir para:

  • Melhorar a autoestima;
  • Bem-estar emocional;
  • Aceitação da imagem corporal;
  • Sexualidade;
  • Qualidade do sono;
  • Interações sociais.

O ideal é que a pessoa procure o acompanhamento de um educador físico e adote regularmente o hábito de se exercitar, seja por meio de caminhada, bicicleta, natação ou outras atividades que sejam adequadas para suas condições de saúde.6

Começar a meditar – as diferentes técnicas de meditação ajudam a pessoa a desenvolver o sentimento de mindfulness (atenção plena), um estado mental de equilíbrio de emoções e foco no momento presente. Além de conseguir controlar e evitar os pensamentos negativos que podem estar relacionados a depressão e ansiedade, já que a meditação contribui para a melhora da ansiedade em todos os “níveis”, desde crises, transtorno, etc. 1,7

Encontrar formas de se expressar – seja através da música, dança ou artes visuais, como a pintura e o desenho, essas atividades ajudam a se distrair e aliviar os sentimentos negativos. 1

 

Referências:

1 - Facing Forward – Life after Cancer Treatment. Disponível em: https://www.cancer.gov/publications/patient-education/life-after-treatment.pdf . Acesso em: novembro/2019.
2 - Stein KD, Syrjala KL, Andrykowski MA. Physical and psychological long‐term and late effects of câncer. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cncr.23448. Acesso em: novembro/2019.
3 – Ochoa C, Grau AC-, Vives J, Font A, Borràs J-M. Positive psychotherapy for distressed cancer survivors: Posttraumatic growth facilitation reduces posttraumatic stress. Disponível em: https://www.elsevier.es/en-revista-international-journal-clinical-health-psychology-355-articulo-positive-psychotherapy-for-distressed-cancer-S1697260016300552. Acesso em: novembro/2019.
4 - Spiegel D. Minding the body: Psychotherapy and cancer survival. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/bjhp.12061. Acesso: novembro/2019.
5 - Hossein SA, Bahrami M, Mohamadirizi S, Paknaad Z. Investigation of eating disorders in cancer patients and its relevance with body image. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4462057/ . Acesso em: novembro/2019
6 – Vijayvergia N, Denlinger CS. Lifestyle Factors in Cancer Survivorship: Where We Are and Where We Are Headed. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4600146/. Acesso em: novembro/2019.
7 - Mehta R, Sharma K, Potters L, Wernicke AG, Parashar B. Evidence for the Role of Mindfulness in Cancer: Benefits and Techniques. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6623989/ . Acesso em: novembro/2019

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